Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação é concluído com atividades celebrando a parceria entre os dois países

Programação conta com visita a partir da Antártida de um navio científico da Marinha Real Britânica ao Rio de Janeiro e uma série de palestras abertas em universidades brasileiras ministradas por cientista britânico ganhador do Prêmio Nobel

Rio de Janeiro, 28 de março de 2019 – O Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação encerra sua programação em abril com uma extensa agenda de atividades, incluindo a visita do navio HMS Protector ao Rio de Janeiro, a visita ao Brasil do especialista em meteorologia e tendências climáticas, Albert Klein Tank, e uma série de palestras com o laureado britânico do Prêmio Nobel, Sir Fraser Stoddart.

O Ano alcançou com êxito o objetivo de fortalecer a colaboração científica entre o Brasil e o Reino Unido, incluindo a construção de mecanismos bilaterais de financiamento para pesquisa. Durante todo o Ano, mais de 60 eventos foram realizados no Brasil e no Reino Unido, incluindo seminários e exposições, palestras e missões empresariais e acadêmicas em ambos os países.

“O Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação tem sido uma excelente oportunidade para construir novas parcerias, além de fortalecer e expandir as muitas colaborações que já temos em conjunto. Brasil e Reino Unido compartilham a paixão pela ciência, inovação e tecnologia e reconhecem seu valor na solução de desafios globais para melhorar a vida das pessoas e proteger nosso meio ambiente”, disse Vijay Rangarajan, embaixador do Reino Unido no Brasil. “Pesquisas conjuntas, como o sequenciamento do vírus Zika, entre a Fiocruz e a Universidade de Glasgow, são exemplos importantes de como a cooperação internacional na ciência pode gerar um impacto real para ajudar as pessoas em suas vidas diárias. Temos orgulho de sermos parceiros-chave para o Brasil na colaboração científica e esperamos continuar construindo nossa parceria no futuro. Muitas outras colaborações bilaterais são projetos que nos deixam orgulhosos das parcerias construídas e queremos continuar trabalhando mais e mais com o Brasil neste fascinante universo da ciência”, comemora.

Neste último dia 14 de março, o embaixador anunciou que o Fundo Newton destinou R$ 20 milhões para programas científicos entre 2019-2021, criando novas oportunidades de pesquisa conjunta com instituições brasileiras de pesquisa e pesquisadores.

Chegada do Navio Real Britânico

A partir desta semana, o Píer Mauá receberá no dia 28 de março o navio HMS Protector da Royal Navy, que chega ao Rio de Janeiro após um período de atividades na Antártida. O HMS Protector ficará atracado próximo ao Museu do Amanhã, na Praça Mauá. Com 5 mil toneladas o navio tem capacidade de quebrar blocos de gelo com até 0,8 metros de espessura, razão pela qual ele é usado em expedições importantes pela Península Antártica, apoiando organizações governamentais em pesquisas científicas e de conservação.

O HMS Protector é um enorme facilitador na Antártida para estudos e pesquisas científicas. Realizamos levantamentos batimétricos de alta definição para a segurança de marinheiros na Antártida e para pesquisas sobre o recuo glacial. Outro papel vital nosso é fornecer apoio logístico, em terra e flutuante, à ciência e pesquisas internacionais. É um enorme privilégio operar na Antártida com um navio tão capaz e com sua tripulação da Marinha Real”, afirma o comandante do navio, Matt Syrett.

No dia 29 de março, o comandante do navio, Matt Syrett, e o embaixador britânico no Brasil, Vijay Rangarajan, receberão convidados para um evento fechado em comemoração da cooperação em desafios globais entre Brasil e Reino Unido do Ano, com a presença da comunidade científica, contatos das Forças Armadas Brasileira e autoridades civis das esferas federal, estadual e municipal.

No sábado, dia 30, visitas gratuitas e abertas ao público abordo do HMS Protector ocorrerão das 11h às 15h. A entrada de grupos para o navio, que está sujeita à lotação, será de acordo com a ordem de chegada dos visitantes. Crianças de todas as idades são bem-vindas. O navio está atracado no Píer Mauá, nas faixas 37-43. O melhor acesso é pela Praça Mauá.

Conferência Met Office no Museu do Amanhã

Com diversas parcerias no Brasil na área de ciências do clima, o Met Office, órgão público britânico responsável pela meteorologia através do processamento de dados e pesquisa, oferecerá uma palestra ministrada pelo diretor renomado do Hadley Centre, Albert Klein Tank.

Reconhecido internacionalmente no campo de serviços climáticos, o professor Albert Klein Tank fez parte do Instituto Real dos Países Baixos por 25 anos e foi responsável pelo departamento de Pesquisa & Desenvolvimento sobre Tecnologias de Dados e Observação. Diretor do Centro Hadley para Ciência e Serviços Climáticos & Meteorológico do Reino Unido do Met Office desde 2018, Albert é também professor associado em Serviços Climáticos na Universidade de Wageningen, nos Países Baixos.

Aberta ao público, a palestra “Mudanças Climáticas: Riscos Presentes e Futuros para o Brasil” será realizada no Museu do Amanhã no dia 3 de abril às 10h. Especialista em base de dados sobre clima, tendências climáticas atuais e históricas, o professor também traçará cenários de mudanças climáticas para o futuro e tratará de explicar os projetos de parceria com o Brasil através de órgãos como INPE, INPA e CEMADEM, chamado Climate Science for Service Partnership.

Prêmio Nobel de Química no Brasil

Os eventos finais do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação serão marcados pela visita ao Brasil do ganhador do Prêmio Nobel, Sir James Fraser Stoddart. O Laureado de Química, em 2016, visitará três capitais no Brasil (São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro) entre os dias 8 e 10 de abril participando do evento Iniciativa do Prêmio Nobel de Inspiração, realizado em parceria com a empresa britânica biofarmacêutica AstraZeneca. Ele fará palestras e entrevistas no palco para estudantes e cientistas nas seguintes instituições: Universidade de São Paulo (USP), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Universidade de Brasília (UnB) e Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Principais resultados das parcerias Brasil-Reino Unido durante o Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação

  • Mais de 60 eventos realizados em todo o Brasil e no Reino Unido. Como exemplos, a colaboração com o Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq) na entrega do Prêmio Nacional Jovem Cientista, um workshop sobre produção sustentável de gás e, mais recentemente, uma conferência internacional para promover a colaboração conjunta com a Fiocruz Pernambuco no sequenciamento do vírus Zika.
  • Entrega do Newton Prize, concedido no ano passado pela primeira vez na América Latina. O Newton Prize no valor de R$ 1 milhão, foi entregue para financiar a extensão de um dos projetos do Fundo Newton, que demonstrou impactos em ciência como ferramenta para promover o desenvolvimento econômico e o bem-estar social. O projeto vencedor do Brasil foi uma iniciativa conjunta do Centro de Estudos Indígenas do Brasil e da University College London, intitulado: “Melhorando a vida dos Guarani em prol da preservação da Mata Atlântica”.
  • Lançamento de dois novos centros de pesquisa no Brasil. O Centro de Pesquisas de Novas Energias Shell Fapesp terá filiais em diferentes estados brasileiros e liderará projetos conjuntos em quatro áreas selecionadas: armazenamento avançado de energia; portadores de energia densa; rota sustentável para a conversão de metano com tecnologias eletroquímicas avançadas; e materiais computacionais para ciência e química. Outro centro, em Juiz de Fora (MG), é um acordo com a empresa Green Fuels para o lançamento da Plataforma Bioquerosene e Renováveis da Zona da Mata, que contribuirá para tornar Juiz de Fora a primeira cidade a ter uma cadeia integrada de produção de biodiesel a partir de resíduos sólidos. Ao final da cadeia o produto poderá ser utilizado como combustível para a aviação comercial.
  • Universidade de York e Universidade Federal do Rio de Janeiro no Brasil: projeto conjunto para desenvolver uma síntese completamente sustentável de carbonatos cíclicos usados ​​como eletrólitos em baterias de íons e de lítio.
  • Parceria em ciências do clima para serviços entre o MET Office, INPA, INPE e o CEMADEM.