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Como publicar, uma visão interna: Ajudando o Brasil a mostrar a química feita no pais por meio da Sociedade Real de Química (RSC)

27.03.2019

Elizabeth Magalhães PhD MRSC, Gerente no Brasil em nome da Sociedade Real de Química(RSC)

 

Trabalhe duro e terá sucesso. Trabalhar para continuar publicando com frequência é uma questão de trabalho duro e entender o que os editores esperam. Pesquisa é um “negócio” mundial. Nós só conseguiremos progredir cientificamente quando todos os cantos do mundo estiverem conectados. Como cientista, muitas de suas ferramentas estão na forma como você maneja sua própria carreira. Você precisa ensinar, atrair estudantes, fazer relatórios, manter seu laboratório, progredir na carreira, se envolver em problemas globais, resolver problemas burocráticos e ainda se tornar conhecido pela comunidade acadêmica. Como fazer isso? Publicar e fazer com que o mundo saiba o que você está fazendo. Assim você se conectará globalmente, terá novas ideias e conhecerá o mundo. Ter essa abertura é a chave.

A Sociedade Real de Química (Royal Society of Chemistry) quer que todos os pesquisadores do mundo entendam melhor seu processo de publicação de artigos. Tendo isso em mente, com o Reseacher Connect Program, trabalhamos desde 2015 com o British Council no Brasil para fornecer informações internas do ponto de vista de quem publica aos pesquisadores brasileiros. O programa é financiado pelo Fundo Newton e envolve uma série de viagens pelo Brasil para melhor entendimento da cultura e conhecimento de diferentes instalações de pesquisa. Nós queríamos abrir portas. Esse ano, excepcionalmente, nós ajustamos nossa agenda a do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação. Science is GREAT (Ciência é ótimo) é um dos lemas deste ano e faz sentido quando pensamos no que propusemos desta vez: passar um dia oferecendo workshops totalmente práticos. Nomeamos essa ação de “Ciência Conecta”, porque mais que publicar números, queremos que as pessoas se engajem internacionalmente.

No dia 7 de fevereiro de 2019 partimos rumo a Alfenas, em Minas Gerais. A UNIFAL nos recebeu com uma sala cheia de químicos e farmacêuticos. Professores, Mestres, Doutores e Pós-doutores. Minas Gerais possui uma atmosfera diferente. O estado é conhecido pela ótima comida, mas especialmente pelo pão de queijo e café. A professora Dr. Vanessa Boralli nos auxiliou durante as atividades, o que acabou envolvendo ainda mais os participantes.

 

Foto em grupo com a palestrante do RSC na UNIFAL.

 

Seguimos então para Teresina. E que surpresa! Fomos recebidos pelo presidente da Agencia de Financiamento do Estado do Piauí (FAPEPI), Prof. Francisco Guedes. A Prof. Beatriz Rodrigues, diretora do escritório internacional da Universidade Federal do Piauí também nos recebeu para um outro workshop realizado dia 11 de fevereiro. Em meio a um grupo muito variado de participantes, pude conversar e relaxar com eles. Teresina fica no extremo nordeste do pais e receber uma entidade internacional chamou a atenção de todos que moram por ali. Um povo muito curioso e orgulho de sua história. A cidade e bem quente e úmida, então tivemos que fazer uma pausa para o almoço ao meio dia (sério, pare o que estiver fazendo entre às 12h e 14h e se esconda do calor). O Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado nos arredores da cidade, é famoso por suas pinturas rupestres e influencia a arte local.

 

Foto em grupo com a palestrante do RSC na UFPI.

 

Finalmente, no dia 14 de fevereiro fomos de Teresina para Curitiba, partindo então para Ponta Grossa, no Paraná. A região possui uma vasta quantidade de fazendas de soja, o que a torna um local atrativo para oportunidades de trabalho. A Universidade Estadual de Ponta Grossa organizou um evento maravilhoso que foi realizado dentro do prédio de Astronomia. O Prof. Dr. Jarem Garcia do departamento de química conseguiu reunir um grupo muito interessante de estudantes e outros professores. Nós estávamos cercados de natureza (Parque Vila Velha) e churrascarias, o que nos proporcionou experimentar o churrasco local.

 

Foto em grupo com a palestrante do RSC na UEPG.

 

A ideia desse workshop foi proporcionar aos participantes a oportunidade de discutir sobre seu cotidiano e suas experiências. Eles também colocaram a “mão na massa”, realizando várias atividades práticas, como por exemplo, perceber quando um resumo está bom, qual título utilizar em seu artigo e a importância da carta de apresentação para cativar a atenção das pessoas para seu trabalho. Ao final do dia, alguns pôsteres de pesquisa foram discutidos em um ambiente mais informal, proporcionando aos presentes que criticassem positivamente uns aos outros e pudessem perceber que ser mais simples muitas vezes é o melhor.

Comunicar a Ciência através da escrita e da fala, exibindo e aumentando o impacto pessoal tem que ser direto e bem pensado. Preparação é importante, o treino é importante e persistir é ainda mais importante. O trabalho duro tem seu preço, mesmo que uma longa jornada tenha que ser feita, como nós fizemos, viajando mais de 6,700km para conseguirmos pão de queijo, belas paisagens e churrasco.

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